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30 de novembro de 2010

O Reino é de todos e para todos

Lembro quando esse tema começou a ser, realmente, trabalhado e pesquisado nas escolas e empresas. Foi uma febre. Uma novidade que muitos queriam agregar a sua realidade. Minha mãe cursava uma pós de Psicopedagogia e se mostrava cada vez mais apaixonada por essa nova realidade. Logo, meio que por impulso, eu me via envolta nessa nova realidade mesmo que indiretamente. A empolgação e alegria dela em se aprofundar e praticar este assunto me deixava intrigada. Eu me perguntava de onde vinha tanta vontade. A conclusão que cheguei é que admirava minha mãe por vê-la envolvida em algo que para muitos não fazem tanta diferença, enquanto para outros pode ser a diferença do dia. Hoje em dia, são muitas as escolas e empresas que praticam a inclusão social. Umas por caridade e compaixão por terem isso queimando em seu peito, enquanto outras por puro marketing social para verem isso queimando em seus lucros. Pois bem, o que me deixa intrigada é ver que as instituições educacionais, empresariais e financeiras ao fazerem isso executam o papel da igreja. Não que elas não deveriam fazer, mas houve uma troca de fatores. É como se a igreja despertasse por último do sono, aprendendo com aqueles que ela deveria ter ensinado.

Neste final de semana, meio que indiretamente, pude compartilhar de uma experiência no Congresso da Juventude da PIB de Itaperuna que não sai da minha cabeça. Resumidamente, no culto de sábado a noite o Pr. Rogério Quadra pregou sobre termos que envolvem a inclusão na igreja e no Reino de Deus de pessoas ditas ‘rejeitadas pela sociedade’. Pessoas como essas buscam meios de terem suas necessidades emocionais, físicas, sociais e espirituais correspondidas. Elas necessitam não só ouvir sobre Deus, mas também criar laços, olhar para quem está a sua frente e ver esperança e confiança. Necessitam de terem suas necessidades físicas correspondidas, amenizando dores. Necessitam se sentirem parte de um todo, parte de uma sociedade na qual estão incluídos, mas não interagem. Para aí então entenderem que tudo isso faz parte de um preenchimento espiritual que havia se tornado um vazio enquanto estavam ou se sentiam no fundo de um poço escuro. Evangelizar, fazer a obra, cumprir o ide de Cristo são palavras lindas. Porém, isso vai muito mais além do que chegar para alguém que sofre e falar ‘Jesus te ama’. De nada adianta pregar o amor de Deus para alguém se você não sente isso dentro de você, uma vez que tudo está interligado. É como se fosse uma tubulação no qual o amor vem de cima, atinge o compartimento transmissor que é você com o objetivo de que flua para um próximo.

Sem mistérios. Tudo isso nada mais é do que o modelo que Jesus fazia. A Bíblia mostra o quanto Ele era estratégico e sabia como ninguém como se aproximar e atingir objetivos. Logo, num mundo em constante mudança como nosso no qual a igreja deve se adaptar ao contemporâneo sem perder seus princípios, nada melhor do que se utilizar estratégias. Apesar de toda nova abordagem, a inclusão social é justamente isso. Ela não é um termo em ascensão e nem uma nova realidade. Ela é bíblica e uma estratégia criada e fundada por Cristo. Uma estratégia completamente eficaz para se alcançar pessoas excluídas do nosso meio.

Pois bem, após o Pr. Rogério nos aprofundar a pensar em tudo isso, no fim do culto entra na igreja um senhor bêbado e mal vestido chamado Carlos. Acredito eu que aquilo foi como uma oportunidade dada por Deus de colocar na prática toda a teoria. E foi isso que aconteceu, e depois de um banho e um lanche, algumas pessoas tiveram a oportunidade de conversar com aquele senhor que se mostrou sábio em bíblia e conhecimento sobre Deus, mas que por algum motivo se perdeu vagando pela vida em rumos opostos. A grande surpresa, aos meus olhos, foi notar que no final daquela noite tudo funcionou como uma via de mão dupla. O Sr. Carlos teve suas necessidades supridas através de pessoas que fizeram diferença na vida dele, ao mesmo tempo ele fez uma grande diferença na vida de todos o que ali estavam, inclusive a mim que estava só observando. É uma sensação sem palavras. E acredito que é assim que funciona o Reino de Deus. Você é muito mais abençoado quando faz algo por alguém do que quando espera uma benção para si mesmo. Quantas e quantas vezes vamos a cultos esperando ouvir uma resposta de Deus para algo em nossas vidas, entender a vontade dEle sobre determinada coisa, absorver mais e mais para nós mesmo. Nos focamos tanto nessa visão que ficamos cegos para o que acontece ao nosso redor ou na pessoa sentada ao lado de nosso banco. Acredito que, antes de tudo, a maior resposta e vontade de Deus para nossas vidas é que façamos pelos outros o que gostaríamos que Ele fizesse por nós. Cuide das coisas de Deus, e Ele cuidará das suas. Não é uma troca, mas uma interdependência. Você precisa de Deus para seguir adiante com sua vida. E Deus precisa de você para que outras vidas sigam adiante. Devemos parar de olhar menos para nós mesmo, e nos voltar mais para o que nos cerca. Devemos nos preocupar menos com sentir um mover sobre nós, e nos movermos para a realidade do mundo.

Lilian F. Pires


[ Música: Quem se importa? - Clamor pelas Nações ]

8 de outubro de 2010

Os dois lados do muro

- E agora, o que vc vai fazer?
- Ainda não sei.
- Vc não tem mt tempo. Precisa decidir logo.
- Disso eu sei.
- Então, o que tá esperando?
- Vc fala como se fosse fácil.
- E não é?
- Nem tanto.
- Vc que complica demais.
- É vc quem vê lado bom em tudo.
- Enquanto vc só vê o lago negro.
- Pare de ser otimista.
- Pare de agir com pessimismo.
- Ainda não consigo ter certeza.
- É complicado no início, mas com o tempo tudo faz sentido.
- Eu sei, mas uma peça ainda não foi encaixada.
- Então ok, aguarde mais um pouco. Mas ñ deixe passar mt tempo.
- Vc fala como se...
- Como se essa talvez fosse sua última chance.
- E quem garante que será?
- Não tenho garantia disso, pode ser que isso volte um dia.
- Viu? Então posso relaxar um pouco.
- NÃO, relaxar não. Não estou dizendo para vc se decidir a um sim ou um não.
- Não te entendo. Que conselho louco é esse?
- Estou dizendo para vc se decidir em começar a pensar e estudar isso.
- Mas estou. Bem, eu acho.
- Vc precisa ter certeza e coragem de dar o primeiro passo da aceitação.
- Não consigo, ainda há medo.
- Ainda falta algo que só vc poderá entender. Não se turbe, na hora certa td se esclarecerá.
- E se isso não acontecer? E se eu estacionar no lugar errado?
- É aí que entra o X da questão. Tudo depende de como vc vai começar a lidar com isso desde agora.
- Não sei se posso ou se sou capaz. É mt coisa.
- O incômodo já te mostra capacidade. A luta te faz seguir adiante.
- Mas será que é isso mesmo?
- Vc já teve muitas respostas que precisava. Algumas ainda virão
- Como sabe que estas são as respostas certas?
- Porque o Mesmo que te motiva, me motiva também.
- Certo, isso muitos dizem. Mas vc ainda ñ me convenceu. O que te faz acreditar tanto em mim assim?
- Porque um dia eu já estive em seu lugar.
- E o que vc fez?
- O mesmo que vc está fazendo agora.
- E o que eu farei?
- De coração, eu espero que um dia vc possa fazer por alguém o que eu estou fazendo aqui por vc.
- Então é isso, tudo faz parte de um ciclo vicioso?
- Não, tudo faz parte de um propósito único.

27 de agosto de 2010

Gratidão, reconhecimento, agradecimento…Não importa quais palavras você use, todas tem o mesmo significado: Feliz. Nós deveríamos estar felizes, gratos pelos amigos, família.Feliz só de estar vivo…Você gostando ou não. Talvez, não devessemos estar felizes,talvez gratidão, não tenha nada a ver com alegria. Talvez estar grato signifique reconhecer o que você tem e para que serve…Apreciar pequenas vitórias…Admirar o esforço que leva simplesmente para ser humano. Talvez sejamos gratos pelas coisas familiares que conhecemos. E talvez sejamos gratos pelas coisas que nunca conheceremos. No final do dia, o fato de termos a coragem de ainda estarmos de pé…é razão suficiente para comemorarmos.

[ Grey's Anatomy ]

18 de julho de 2010

Fernando Pessoa

- "Você conhece Fernando Pessoa? E a pessoa do Fernando?"

Então aí vai um de seus, dentre muitos, excelentes versos:

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas

Que já têm a forma do nosso corpo.
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares ...

É o tempo da travessia.
E se não ousarmos fazê-la.
Teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos..."

Fernando Pessoa

P.S: Admiro-o há anos, por saber transformar o abstrato em algo concreto.

5 de julho de 2010

Quando há força...

Não, nunca deixe de confiar nas pessoas. Nunca ache que elas sempre irão te decepcionar. Pessoas não nasceram para serem perfeitas. Pessoas não cresceram com a missão de te agradar sempre. Pessoas são seres-humanos. Pessoas são falhas. Pessoas vacilam. Pessoas irritam. Pessoas choram. Pessoas sorriem. Pessoas repensam. Pessoas existem. E é justamente por existirem que casos e fatos acontecem. Não se culpe pelas atitudes delas. Não se julgue pelos erros por elas cometidos. Não as julgue, mas também não passe a mão por cima. Dê apoio, mas ao ponto de não se rebaixar. Seja pulso firme, mas seja amável. Pregue o amor, ensine a verdade. O Maior de todos foi capaz de perdoar os maiores erros da humanidade. Logo você, um simples mortal, pode fazer isso mt bem. E é justamente por ser um simples mortal que você pode sangrar por dentro, se decepcionar, se abater, se magoar. Mas não deixe que isso tome conta, não deixe que isso te sufoque. Você precisa de ar. Seu próximo precisa do seu ar, necessita sua presença. Por mais distante que ele esteja, há uma ligação fora do comum que conectará ele a você.

Depois de tudo que eu disse, não me ache louca em te aconselhar agora a se permitir chorar, magoar, se calar ou parar por um tempo. Mas com uma condição: não deixe que isso leve mt tempo, porque você pode se acostumar e estacionar no caminho. E talvez não consiga mais achar uma mão disposta a te conduzir ao caminho de volta.

Suporte! Supere! Conviva! Sobreviva! Tenha fé! Ame!

No momento nada sei, além de que estou confusa ao ponto de tentar lançar nas palavras o que minha mente e coração tentam organizar. Diante de todos os fatos, a única certeza que vos digo é que aprendi com um Grande Homem que a fé e o amor existem, e que são eles que me fazem ver a vida de um modo diferente. São eles que fazem com que eu não me renda à posição de enfraquecer. São eles que me fazem acreditar que um muro não desaba por completo quando se há força suficiente.

A fé move montanhas! E o amor move pessoas!

13 de maio de 2010

Algum dia você tem que tomar uma decisão. Erguer muros não mantém as pessoas do lado de fora. Eles cercam você. A vida é uma bagunça. É desse jeito que nós somos feitos. Você pode desperdiçar a sua vida desenhando linhas ou pode viver cruzando elas. Mas tem algumas linhas que são muito perigosas para cruzar. O que eu sei : Se tiver a chance de ver as coisas do outro lado... É espetacular!

[ Grey's Anatomy ]

29 de abril de 2010

É só um desabafo

Pois é, eu vou desabafar...

Não que eu tenha perdido a esperança nas pessoas, mas há algo nessa geração (na qual eu me incluo) que me incomoda. Quem me conhece sabe do quanto gosto e apóio a idéia e realização de congressos, principalmente voltados para jovens e adolescentes. Acredito que aí está um método de despertar e levantar uma geração acomodada e adormecida por um dia-a-dia cada vez mais corrido e capaz de pôr uma venda nos olhos de qualquer sujeito nele inserido. São muitas as responsabilidades e compromissos adquiridos com o passar dos anos, porém isso não justifica o nosso comodismo que muitas das vezes vem acompanhado de frases do tipo "Não tenho tempo para isso" ou "Ainda não estou preparado". São muitas também as tentações e atrativos diante dos nossos olhos que se classificam como incrivelmente bons, e realmente são, afinal senão fossem não seriam tão tentadores, nos proporcionando curtos momentos de prazer seguidos de consequências ruins, ou muitas das vezes até eternas. Porém isso também não justifica as frases do tipo "Não tem nada a ver" ou "Um pouco não faz mal". E por aí vai mais um monte de bla, bla, bla que não vou ficar aqui relatando ainda mais por se tratar de algo que muitos estão cansados de ouvir justamente em congressos e afins. E é justamente disso que comecei falando no início do meu texto/desabafo e agora retornarei a dizer:

Certa vez ouvi o Pr. Levi dizer em uma de suas pregações que os congressos podem ser traduzidos como um pedacinho do céu, mas ao sairmos daquele meio o nosso mundo e vida real voltam e é aí que vem o desafio no qual a gente precisa e tem de agir e reagir. Há uns poucos dias atrás, em um desses congressos, fiquei observando algumas pessoas empolgadas pulando, levantando a mão, cantando, indo à frente, tomando atitudes, demonstrando se sentirem tocados e tal. Na hora comentei sobre isso com uma amiga, falei com ela que não entendo certas coisas, pois muitas das vezes o congresso acaba e parece que a santidade 'dura' uma semana ou duas até que tudo volta como era antes e ninguém mais se recorda do compromisso ou postura que decidiram tomar. Enfim, é como se acabasse a validade do produto. Talvez você que esteja lendo isso agora me rotule como um ser humano frio que tem uma pedra no lugar do coração por ter pensado isso. Mas tentarei me explicar e espero que me compreenda ou até quem sabe você mesmo já compartilha desta sensação comigo. Caso contrário, talvez um dia você entenda ou sinta algo parecido. Porém, eu espero que você não chegue lá e isso não seja preciso, mas que sejamos surpreendidos em breve ao ponto de eu mudar esse meu discurso. Mas continuando o que eu dizia... olhando aquela cena fiquei pensando: "Será que isso tudo é um momento gerado por emoção ou faz parte de uma verdadeira mudança de hábito?"

Não estou aqui para julgar ninguém, e meu desejo é que tudo aquilo que eu tenha visto se encaixe na segunda opção da minha pergunta. E antes de qualquer coisa, deixo aqui registrado que a partir de agora no plural, uma vez que me coloco no meio de toda essa reflexão. A gente ouve, ouve, ouve... e pouco pratica. Acostumamo-nos a ir em tantos eventos desse tipo e a verdade é que quanto mais participamos, parece que tornamo-nos mais ativistas destes do que participantes, se é que me entendem. Senão me engano, um dia desses um amigo (Elvino) postou em seu twitter que às vezes seria preciso se licenciar de alguns congressos, acredito que ele tenha dito isso compartilhando e refletindo dos mesmos motivos que aqui estou registrando. Ele mesmo também me disse uma vez que acredita nos jovens cristãos, porque senão em quem ele vai acreditar para ir adiante. E é justamente por isso que estou escrevendo tudo isto. Acredito na mudança, no despertar, naqueles que se incomodam e em outros que precisam de um empurrãozinho para entenderem o talento e capacidade que possuem. Já dizia a Juberj em um dos seus temas: 'Eu acredito é na rapaziada'.

Dessa forma deixo claro que não estou dizendo aqui que devemos deixar de frequentar eventos desse tipo, mas sim que devemos repensar mais sobre o que ouvimos, vemos e aprendemos. A sensação que tenho hoje é que os famosos congressos viraram 'points' de encontro entre amigos, e cada vez menos uma oportunidade de ponto de encontro com o que Deus quer com a nossa vida. De nada adianta a gente se abastecer senão souber passar isso adiante. Um copo cheio d'água em cima de uma mesa não mata a sede de ninguém, é preciso de alguém para oferecê-lo e outrem disposto a bebê-lo. Que possamos buscar e ouvir, mas também conduzir e falar. Que os momentos de emoção sejam transformados em mudanças de hábito. E o mais importante, que nunca e apesar das circunstâncias, percamos a esperança nas pessoas. É claro que não se pode generalizar e dizer que todos se encaixam nesse esquema, afinal toda regra tem sua exceção. Porém eu prefiro que toda exceção tenha sua regra.

Ass: A começar a mim!

14 de abril de 2010

Depois de meses em silêncio por aqui, começo o meu primeiro post do ano com uma canção escrita por um dos melhores e insubstituíveis compositores-poeta da história da música brasileira: nosso respeitável e admirável Toquinho, que consegue de forma pura colocar em seus versos a simplicidade da vida e seus pontos cativantes.

O Caderno
Composição: Toquinho / Mutinho

Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco
Até o be-a-bá.
Em todos os desenhos
Coloridos vou estar
A casa, a montanha
Duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel...

Sou eu que vou ser seu colega
Seus problemas ajudar a resolver
Te acompanhar nas provas
Bimestrais, você vai ver
Serei, de você, confidente fiel
Se seu pranto molhar meu papel...

Sou eu que vou ser seu amigo
Vou lhe dar abrigo
Se você quiser
Quando surgirem
Seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá
Num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel...

O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado
Se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente
O que se há de fazer...

Só peço, à você
Um favor, se puder
Não me esqueça
Num canto qualquer...(2x)

Obs: Lembro da primeira vez que ouvi os versos dessa música: ao som da Camerata David Machado (uma das orquestras do Centro Cultural Musical de Campos). Por sinal, muito bem tocada! Só sei que a junção da melodia suave com os versos inocentes chamou minha atenção.

Para quem quiser ouvir: http://www.youtube.com/watch?v=y-ZaQkPnf4k&feature=player_embedded#

23 de outubro de 2009

O Pequeno Príncipe

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Quando eu vi essas duas notícias no G1 (e compartilhei com a Ana Clara que, para minha surpresa, obteve a mesma reação que eu) fiquei 'encantada'. Para quem sabe ou não, a obra do Pequeno Príncipe é algo que realmente me fascina. Tiro o chapéu e dou meus parabéns à pessoa que teve a brilhante idéia de 'arquitetar' uma exposição sobre este livro e seu autor. Uma idéia abstrata que com certeza deve ter ser tornado algo e instigante, atrativo, curioso e surpreendente.
Um dos melhores e mais sábios livros existentes até hoje (não é à toa que trata-se do terceiro livro mais traduzido no mundo). Um livro que não deveria ser lido e exigido apenas por candidatas à 'miss alguma coisa'. Portanto... quem nunca leu, vale a pena se aventurar nas páginas desta clássica obra escrita pelo francês Antoine de Saint-Exupéry. Admito: sou fã desse cara que soube usar as palavras e a filosofia de um modo simples e suave. Difícil citar apenas uma grande lição deste livro quando na verdade ele possui muitas. Então, selecionei aqui algumas (dentre muitas) frases que se destacam no decorrer dessa incrível história sobre um pequeno príncipe que, com sua jornada, a cada capítulo nos faz descobrir mais sobre verdades que não deveriam ser esquecidas e sempre praticadas.

"Os homens cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim e não encontram o que procuram. E, no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa."
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"Há vitórias que exaltam, outras que corrompem; derrotas que matam, outras que despertam."
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"Se tu choras por ter perdido o sol, as lágrimas te impedirão de ver as estrelas."
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“É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar”
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“Tu julgarás a ti mesmo – respondeu-lhe o rei – É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues fazer um bom julgamento de ti, és um verdadeiro sábio.”
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“O que torna belo o deserto – disse o principezinho – é que ele esconde um poço em algum lugar.”
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“Os homens – disse o pequeno príncipe – embarcam nos trens, mas já não sabem mais o que procuram. Então eles se agitam, sem saber pra onde ir. (...) E isso não leva a nada...”
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"A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa-. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm amigos."
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" Se tu vens por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais me sentirei feliz. Ás quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens por exemplo a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração...É preciso criar rituais."
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"Agora vou contar-te um segredo: Nós só podemos ver perfeitamente com o coração; o que é essencial é invisível aos olhos. Os homens têm esquecido esta verdade. Mas tu não deve esquecê-la. Tu tornas-te eternamente responsável por tudo aquilo que cativas."
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"As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu, porém, terás estrelas como ninguém... Quando olhares o céu de noite, porque habitarei uma delas, porque numa delas estarei rindo, então será como se todas as estrelas te rissem."
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~> Este livro é também um teste. É o verdadeiro desenho número 1. Se não o quiseres compreender, se não te interessares pelo seu drama, aqui fica a sentença do Príncipe:
"Tu não és um homem de verdade. Tu não passas de um cogumelo!" (Trecho Extraído da Nota de Introdução).

19 de outubro de 2009

Horário de Verão

Horário de verão = perde-se uma hora = 23 horas?!
Horário normal = ganha-se uma hora = 25 horas?!

E as 24 horas?! Será apenas um imaginário fixo em nossas mentes para nos orientarmos no dia-a-dia?!
De que adianta?! 23, 24 ou 25 horas não são o suficiente para se fazer tudo durante o dia mesmo.

E não importa quantas vezes o horário mude... eu continuo com a péssima (ou ótima) mania de trocar o dia pela noite. =P

Nada mais a declarar!

12 de outubro de 2009

12 de Outubro - O famoso dia das crianças!

Parece que um filme acaba de rodar na minha mente... lembrei da minha infância, desde os amigos, brincadeiras e momentos vividos nas três cidades pelas quais já passei e morei (São João de Meriti, Belford Roxo e Campos). Cada uma delas guarda algo de especial. Hoje recordo daqueles que dividiram essa fase da vida comigo e fizeram minha infância ter um valor a mais... são eles os amigos que cativei em cada lugar... uns ficaram pelo caminho deixando saudades, outros conseguiram manter-se presentes até hoje.
E como falar da minha infância sem citar o nome de 3 pessoas que deram a ela um brilho a mais: Kétsia, Tarsis e Ralph. Com eles foram inúmeras e hilariantes histórias a se compartilhar. E nessa mistureba toda houve pique-esconde, queimado, vôlei na rua, imitação do programa do Raul Gil para zoar a coitada da Cristine (rs), banhos de chuva, tombos de bicicleta e patins, viodeogame, barbie, danças de Sandy e Junior, Backstreet Boys, Spice Girls e Chiquititas, as variadas imitações de Power Rangers, as pegadinhas do Tarsis com o Ralph que sempre foi o medroso da turma (rs), as idas até a pracinha para brincar no parquinho com tia Lucinha, as nossas idas com a família à adorável roça na qual todos se encontravam e se divertiam, os brigadeiros de panela, os banhos de piscina lá em casa no Rio, as faxinas que a gente dava na casa fazendo a maior farra, as várias vezes em que eu e Kétsia brigávamos com Tarsis para ver 'Carinha de Anjo' enquanto ele queria assistir futebol, o famoso filme 'Os Batutinhas' que assistíamos umas 3 vezes por dia ao ponto de até hoje sabermos as falas. Sem deixar de citar também as cartinhas que eu e Kétsia trocávamos durante o ano esperando ansiosas pelas as próximas férias de janeiro em que eu pudesse vir para Campos e estar com os primos novamente, sem saber que um dia eu me tornaria a mais nova integrante deste lugar (como a gente planejou isso e tentou convencer nossos pais né Kétsia?! Pois bem, conseguimos! rs). E assim foi... juntos nós 3 caminhamos dividindo momentos alegres e sendo companheiros nos momentos difíceis (não tem como esquecer do dia e da dor que sentimos quando juntos recebemos a notícia sobre o falecimento do tio Gilmar... parecia que o tempo havia escurecido e um vento forte passara naquele quintal levando nossa alegria, mas diante dessa tempestade nos unimos e buscamos forças dispostos a apoiar o Ralph e a Laura naquele momento triste para todos nós, principalmente para eles). A infância deu lugar à adolescência, que por sua vez abriu as portas para a nossa tão sonhada juventude.

É bom demais recordar tudo isso... no fundo é uma realização e uma certeza de que cada um de nós deu o melhor de si e fez a história valer à pena. Enfim, o tempo passa, a gente cresce, recorda com alegria, se permite uma pontinha de saudade, e abre alas para que a nova geração tenha o privilégio de desfrutar pelo menos metade do que vivemos, a fim de que um dia eles também encerrem esse ciclo e passem o bastão para outros. Tudo que tenho a dizer é que foi uma infância simples, pura e sincera. Daquelas que tempo não paga e dinheiro nenhum compra.

Um super beijo para aqueles que junto comigo formaram o quarteto fantástico dessa infância: Kétsia (a companheira, divertida e espoleta), Tarsis (o palhaço, carinhoso e ciumento), Ralph (o medroso, implicante e zeloso). Obrigada mesmo, isso é tudo que tenho a dizer! =)

"O enredo não seria tão atrativo sem vocês no elenco!"

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E para quem de fora que lê esse blog... bem, esse post foi em homenagem a essas 3 pessoas que nunca passaram despercebidas pela minha vida e história.
Deixando claro também que isso não é um post triste ou saudosista, pelo contrário... ele tem uma essência que talvez só um dos envolvidos nesse contexto possam entender. Ou até quem sabe você de fora se identifique com alguns pontos escritos aqui e se permite recordar de coisas que não deveriam ser esquecidas jamais!

*****

Escrevendo esse texto em pleno dia das crianças, me veio uma felicidade por ter sido criança e ter desfrutado disso com tanta intensidade. Porém, por outro lado, me bateu uma angústia ao lembrar que em muitos orfanatos do país existem crianças que não comemoram esse dia e se orgulham dessa fase tão mágica. Me lembrei do carinho que tenho por crianças, e a verdade é que em alguns minutos atrás dessa madrugada me peguei olhando para o espelho e me bateu um grande incômodo em querer fazer algo por essas crianças, em querer levar um pouco de alegria para elas, não necessariamente na data de hoje... mas em algum dia do mês, ou até quem sabe em muitos dias do ano. É incrível como nós seres humanos nos alegramos com momentos da nossa vida, e nos esquecemos de que não nos mataria ou custaria muito poder dividir um pouco dessa alegria com quem precisa. Bom, resumindo: me senti um pouco inútil e egoísta, mas também com uma vontade grande de fazer algo mais e que traga brilho para vida destes pequenos seres. Que Deus me ajude a não deixar isso morrer e se transformar em apenas uma sensação passageira!

28 de agosto de 2009

Entre rotinas e mudanças

Não, isso não é uma miragem... o blog realmente está de cara nova, depois de uns 2 anos e meio no mesmo estilo né?! rs
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Parece meio bobo, mas essa simples mudança me fez pensar sobre algumas coisas: tudo muda numa determinada época da vida. Mudanças são imprescendíveis. Como sempre digo, sou meio suspeita para falar disso, aqueles que me tem add no orkut já deve ter visto naquele espaço perfil, na parte pessoal, que pergunta sobre o que não suporto... pois bem, entre minhas respostas lá está: 'rotinas extremas'. Por que o extremas?! Pelo simples fato de que muitas das vezes as rotinas são necessárias para se traçar uma linha na vida, mas eu defendo apenas as rotinas básicas como: estudar, trabalhar, essas coisas que precisamos para ter um caminho definido e não se perder completamente. Porém, nem tudo na vida precisa seguir uma rotina, o dia-a-dia não precisa ser recheado de coisas que se fazem repetidamente... gerando assim uma consequente decepção do ser humano em ver que a vida vai perdendo a graça, afinal não consegue fazer nada mais de diferente além daquilo que está pré-determinado. Definitivamente, isso é incompatível comigo e não me vejo encaixada nesse esquema de 'será que todo dia vai ser sempre assim?!"
Então, é nesse ponto que se encaixa as 'rotinas extremas'. No ponto de que quando você se entrega a elas acaba esquecendo quem você é, o que você quer e gosta, ou o que você deseja dessa vida. Bom, há quem prefira seguir um padrão na vida e encontre segurança desse modo. Eu também gosto de ter segurança, todos gostam, mas isso não significa que eu preciso me prender às rotinas e deixar de sonhar em alcançar objetivos maiores para minha vida. Como eu já disse, rotinas básicas são necessárias para este tipo de coisa de segurança e estabilidade... o negócio é não deixar elas se tornarem extremas ao ponto de te limitar. E, particularmente, eu gosto desse toque de mistério sobre quais os rumos que minha vida vai tomar, quais mudanças me aparecerão, ou até quem sabe... quantas vezes serei apresentada às rotinas para dizê-las que na minha vida elas são limitadas.
É bom mudar o rumo de vez em quando, deparar com novidades, arriscar, tentar, se sentir 'livre', seguir um fluxo diferente do qual você já se encontra. Mudanças causam medo de início em qualquer pessoa, porque quase sempre elas envolvem variadas coisas... mas isso faz parte, e no fundo isso é algo fascinante, porque um dia a gente pára, olha para trás e vê como as coisas podem evoluir a partir do momento que tomamos uma decisão ou fazemos uma escolha que a princípio parece simples, mas que lá na frente alcança uma proporção muito maior e inesperada.
Enfim, apesar do receio que elas causam, continuo a defender e ser favorável elas... porque cá entre nós: "A vida seria muito sem graça se tivéssemos que seguir a mesmice de sempre, ou então se desde sempre já soubéssemos o desenrolar da redação que compõe a nossa história... sem ter o privilégio de refletir a introdução, curtir o desenvolvimento, e aguardar com um toque de surpresa pela conclusão!"
Pois bem, rotinas cansam e se despedem de nós; mudanças fazem parte, acontecem, elas chegam e nos cumprimentam... com um ar de novidade, ou até um gás de renovação. E tudo se torna um grande ciclo no qual a mudança de hoje pode se transformar na rotina de amanhã! E assim tudo recomeça à espera de uma nova escolha, decisão ou quem sabe um post novo. Por quê não?!
Na verdade o post de hoje nem seria sobre isso, mas ele sofreu uma 'mudança' quando comecei a escrever. Como eu disse lá no início, o blog está de cara nova... chegou a vez dele sair da rotina e enfrentar uma mudança. =P
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"Talvez certas horas eu goste de aventuras, talvez outras eu goste de tranquilidade. Talvez seja isso... entre as rotinas e as mudanças, eu fico com o mistério e a garra para viver cada dia de um modo novo, ou se preciso igual."
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Richard, obrigada pela ajuda na mudança do blog. Tô aprendendo né?! huahua
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Ana Clara, não sei porquê mas lembrei de você enquanto escrevia! =)
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Elvino, obrigada por em junho ter me incentivado a voltar a escrever. (ñ sei se você sabe... rs)

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- Lilian F. Pires -

18 de agosto de 2009

Hoje acordei com uma sensação diferente... acho que com vontade de viver e ser quem sempre fui! Não quero me perder em meio aos desencontros e imprevistos da vida, mas prefiro olhar para eles com um brilho de otimismo nos olhos e um toque de coragem pulsando junto de mim.
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Então ela vai pegar uma mochila e um mp3, subir num ônibus e partir ao som de Luciana Mello cantando que "Hoje eu só quero que o dia termine bem...”
O destino ideal e escolhido é uma praia... entrar na água, lavar a alma, sentir o sol entrar em contato com a pele e depois caminhar de volta à areia com passos leves... sentar na areia ao entardecer, olhar para o mar, deixar a brisa encostar no rosto e bagunçar o cabelo, observar a simplicidade, analisar o tempo, refletir a vida e sorrir pelo simples fato de estar alí desfrutando de um momento sereno, tranqüilo e pacificador.
O sol vai se pôr, ela vai juntar suas coisas e ir para algum lugar a fim de descansar, tomar um banho, colocar um vestido leve que balance ao vento ao ponto de convida-la para dançar, arrumar o cabelo de modo que deixe transparecer um rosto angelical, e se deixar embalar ao som de músicas que combinem com o barulho das águas do mar.
A noite vai chegando, ela está pronta exterior e interiormente para caminhar em direção àquela mesma praia que agora a convida para um lual ao lado dos velhos amigos, e ali ficarão acompanhados de um luar, uma fogueira e um violão no qual saem sons dedilhados de forma leve e doce que atingem os corações de cada um e aranca sorrisos de satisfação, fazendo surgir mais uma vez um momento único... e um desejo de fazer o tempo parar por alguns segundos, minutos, horas ou até mais.
E assim aquele dia vai encerrar, ela vai dormir, no dia seguinte acordar se sentindo ‘livre’ e renovada, pegar seus indispensáveis acessórios (a mochila e mp3), entrar no ônibus, se acomodar, e seguir viagem ao som Jack Johnson: "Times like these..."

Bom... como não dizer que o dia terminou bem depois de times like these?!
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*Um jeito irreverente... é isso que ela gosta de ver refletindo no espelho!*
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P.S: Talvez a terceira pessoa seja na verdade a primeira pessoa... e nessas horas não adianta entender a gramática! ;)

30 de julho de 2009

Metamorfose da Mente

Não era preciso muito para se notar as mudanças, não se tratavam apenas de mudanças físicas, mas sociais e psicológicas. Pensava no antes, no agora, e já também no futuro. Concluiu que... sim, ela havia mudado. Porém ela não escolheu isso, simplesmente aconteceu. E na verdade, ela sabia que isso aconteceria, inclusive neste momento. Decisões e sonhos que antes eram por momentos e fáceis de serem tomados, agora tinham mais responsabilidade e carregariam uma longa etapa de vida, ou até quem sabe ela toda.

Mudanças lhe assustavam um pouco, causavam medo e tensão. Se perguntava se queria e estava pronta para essa transição, mas não havia escolha... mais cedo ou mais tarde tarde iria encará-la. A questão é que não sabia como fazer isso e nem por onde começar. Primeiro precisava aceitar mudar e lidar com as consequências. Sabia que era capaz disso, mas não conseguia assimilar que a capacidade estava relacionada com a coragem e a vontade de se aventurar em um hemisfério diferente daquele em que vivera até hoje.

*Era como uma metamorfose da mente que envolve dois mundos numa pessoa só!*

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"Make a wish, take a chance, make a change and breakaway
Out of the darkness and into the sun
But I won't forget all the ones that I love
I'll take a risk, take a chance, make a change and breakaway"
[ Breakaway - Kelly Clarkson ]

23 de junho de 2009

Ela procurava por respostas, e acabou encontrando-as. Porém, estas não lhe pareciam dizer a respeito. Concluiu que eram respostas para os outros, e não as suas. Mas isso a atraiu e lhe causou curiosidade. Não se contentou apenas com as respostas, queria conhecer suas perguntas originárias. E foi assim que começou o vício de querer desvendar pensamentos, como se lhe fosse capaz ler as mentes das pessoas, e por um instante acreditar que pudesse dominar ou se tornar uma 'líder' dos pensamentos alheios.

Sua personalidade mudou, sua presença se tornou algo incômodo para aqueles que tentavam se desvencilhar de suas perguntas-chave. Ela fazia do 'desvendar' um hobbie, até o hobbie virar rotina, e a rotina se tornar um tédio. As respostas que antes lhe surgiram tão sutilmente agora pareciam indecifráveis. Questionou e indagou, porém em troca recebia silêncios e olhares de desconforto. Estava conseguindo viver, mas ficou difícil praticar o conviver.

Buscava agora dentro de sua própria mente por uma solução. Não sabia o caminho de volta, decidiu pedir informação a alguém, mas não havia a quem recorrer. Pensou em pegar um atalho, mas recordou-se de que só se encontrava assim por justamente ter escolhido um. Agora estava sozinha, como companhia lhe restava somente as perguntas não respondidas dos outros e, consequentemente, também as suas.

Uma confusão tomava conta, os pensamentos davam nós. em sua frágil mente que não tentava penetrar em mais nenhuma outra, talvez nem em si própria. Era, literalmente, corpo presente e mente ausente. Pensou, pensou, ou ao menos tentou... pensar já não mais conseguia, pois havia gasto toda essa prática formulando perguntas e tentando descobrir os pensamentos ao redor.

As perguntas antes formuladas para os outros agora também eram suas, ou talvez nunca deixaram de ser. Não compreendia como havia chegado até esse estágio. E agora se questionava: "Por que me foram dadas as respostas dos outros?" / "Por que tenho de encarar olhares de indiferença?" / "O que me é preciso para conseguir obter as respostas?" / "Ou será que eu quem não está conseguindo entendê-las?"

O fato é que o querer 'entrar' na mente das pessoas fizeram com que ela não estivesse mais presente nas mesmas. Tudo isso porque não soubera interpretar que, desde o começo, as respostas 'dos outros' na verdade sempre foram suas... Pobre menina, não estava pronta para ouvir a verdade, foi mais fácil pegar o atalho ao encarar a estrada. Agora, quem sabe, talvez tudo se resolva com uma aula de interpretação de mente e outra de leitura de olhares.

Moral da História: "Em um mundo de perguntas e respostas, cada um deve saber interpretar as que levam consigo e as que vão nos olhos de quem passa. Não é preciso voz, mas sensibilidade."

- Lilian F. Pires -

P.S: Texto dedicado a Ana Clara que ao pedir uma dica sobre determinado assunto para um texto me incentivou a escrevê-lo... Bom, não sei se era exatamente isso que ela estava pensando e tentando me dizer, mas talvez se aproxime da idéia. Afinal, como ela mesma me disse: algumas coisas pensadas não precisam ser ditas não é mesmo?!

27 de maio de 2009

Quase 1 ano depois e eu volto a postar nesse blog... como estou numa época de saudosismo e faz mt tempo que não venho aqui... posto um texto feito ano passado sobre nada mais do que 'o tempo'!

"O tempo realmente passa muito rápido...

Tão veloz ao ponto de você se perder dentro dele.
E a prova disso esté no ato de parar e olhar para trás
Mas não apenas olhar com o movimentar das retinas,
Mas com o coração e o admirar da alma.

Se emocionar e deixar cair lágrimas de seus olhos e um sorriso de seus lábios.
Sentir com tamanha intensidade cada momento que cicatrizou,
Lembrar com afeição de cada pessoa única e marcante,
Orgulhar-se de tudo que aprendeu e leva consigo até hoje.

Recordar-se das decisões mais importantes que já tomou,
E das conquistas mais belas pelas quais você lutou.
Redescobrir os sentimentos mais puros que te alcançou,
E assim poder juntar cada pedaço dessa história
Que você guarda no coração e eterniza na memória!

E o que dizer do tempo?
Se eu o definisse poderia estragar todo esse encanto das recordações, então a única coisa a se dizer é que... Enfim, só sei que ele passa!"

- Lilian F. Pires - 2008

6 de junho de 2008

*Quero poder guardar e levar comigo, durante todos os dias da minha vida: a pureza das crianças, a alegria da adolescência, a garra da juventude e a certeza constante da presença de um Deus que nunca falha.*

*Há muitas escolhas de caminhos a serem seguidos, mas o caminho pelo qual eu escolhi percorrer é o que realmente satisfaz, edifica vidas, e surpreende o coração!*

*Quando Deus dá os dons, não há como deixá-los, sempre haverá sinais pelos quais eles se manifestam!*

- Lilian F. Pires -

8 de maio de 2008

Renúncia sem igual

"Tu podes até procurar o sentido da vida pelo mundo afora, mas eu te digo com toda certeza que a razão do viver está muito mais próxima de ti do que qualquer outra coisa passageira e sem valor. E se tu buscares isto de todo teu coração e com total entrega ao Pai, conhecerás o caminho da felicidade eterna, na qual coisa alguma e nem ninguém pode substituir ou dissipar. Não duvides de que um dia Alguém se importou com você ao ponto de demonstrar e provar por Ti tamanho amor com sacrifício, "sem nem ao menos te conhecer", e que senão fosse por Ele talvez hoje você não estaria aqui! Se esse Alguém chamado Jesus obedeceu a Deus Pai, se entregando numa cruz em troca de livrar-nos da dor e sofrimento, por que nós que não somos merecedores desse amor não podemos obedecer a Sua voz? Deixe-o controlar todos os seus dias, escrever sua história e concretizar os sonhos que Ele tem preparado para ti. Não fujas dessa verdade, pois ela é muito maior do que qualquer desejo ou vontade do seu coração!"

- Lilian F. Pires -

29 de março de 2008

"Certos amigos são como um espelho, pois além de conseguirmos enxergar em sua forma um pouco daquilo que somos, são eles que também têm a capacidade de refletir de maneira dócil um pouco do que existe dentro de nós"

- Lilian F. Pires - 12/10/2006

"Estarei contigo sempre que precisar. Segurarei sua mão mesmo quando a queda parecer grande. E todos esses momentos serão inomináveis, apenas reconhecidos por uma palavra de sentido multi-emocional: AMIZADE!"

- Lilian F. Pires - 04/03/2008
"Por trás de todo ser humano há pelo menos um amigo que o entende e divide com ele horas, momentos e histórias de sua vida, alguém que se torna responsável pela descoberta de um sentimento especial chamado amizade, alguém que com o tempo torna-se peça fundamental no quebra cabeça que compõe sua vida, alguém que em certos instantes você percebe o quanto são diferentes, mas em outros observa tamanhas semelhanças, alguém que você nota a grande confiança que ele deposita em você, alguém que cativou sua amizade e te deu a oportunidade de fazer o mesmo, alguém q em pouquíssimo tempo conquistou um espaço em seu coração q muitos outros poderiam levar anos para conseguir, alguém que você olha e pode dizer com toda certeza que você também é tudo isso para ele"

- Lilian F. Pires - 13/05/2006